Na década de 1980, como política pública de Estado, instituiu-se um método investigativo de campo destinado a qualificar as ações de localização e monitoramento dos povos indígenas isolados da Amazônia. Tal método visa garantir a estes povos o direito originário aos seus territórios, sem desrespeitar sua decisão pelo isolamento. Qualificar este método a partir dos saberes e perspectivas nativas tem sido o objetivo de pesquisadores e pesquisadoras de diversas áreas do conhecimento que o reconhecem como uma “ciência mateira”, baseada na leitura dos vestígios antrópicos nas matas e orientada pelo o olhar dos povos da floresta. Neste artigo, destacamos a agência vegetal e o poder atrativo exercido por espécies arbóreas sobre os humanos e não humanos e sua aplicação nas ações de localização e monitoramento dos territórios dos povos indígenas isolados.