O artigo propõe analisar o instrumento de Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial utilizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Para isso, opta-se por primeiramente problematizar o percurso da referida instituição no cenário político cultural brasileiro desde sua criação em 1937. Na sequência, a ampliação do conceito de Patrimônio Cultural feita na década de 1980 será o gancho para a análise da construção do Registro, bem como do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial pelo IPHAN. Como exemplificação pertinente ao tema, a manifestação amazônida denominada como Carimbó dará guisa final das considerações deste texto. O estudo teve como metodologia a pesquisa bibliográfica, a pesquisa documental e entrevistas com grupos de carimbó e agentes do IPHAN.